Ending and beginning of a summer dia

Naquele pequeno momento de noite / manhã em que saí de casa para ver o alpendre / terreiro e respirar (reflectir?), antes de me virar e voltar para dentro, perante o céu claro / nublado e o barulho da rega, passou uma brisa, um espaço, um qualquer toque de mundo, natural, mas ao mesmo tempo dificilmente nomeável. Olhei à volta, e depois fiquei parado. Estava tudo calmo, tudo muito calmo. A casa, o tanque. As árvores, as plantas. A noite e a manhã. Os grilos e os galos, os irmãos e os sobrinhos, a mãe madrugadora, os convidados adormecidos. Os pássaros, a magnólia, a sala da torre, o cesto de basquetebol do terreiro. As folhas amarelas do Midwest com apontamentos sobre federalismo, as duas canetas, os marcadores e o céu. A rega. O oratório iluminado. Os livros e as janelas. Os morcegos. O calor da pedra, o cheiro a relva fresca. A canção / o mergulho sobre a / na época / zona do tubarão. As pessoas, a oração, os pensamentos, o sentido, o sabor a café na boca. As notícias e os poemas. O filme de Ingmar Bergman sobre o verão e a aveia do pingo-doce ao pequeno-almoço. O corpo, a alma, a memória, o desejo, a vontade e o saber, a dor e a alegria, e o amor. Tudo, tudo calmo, neste fim / início de dia.